sábado, 8 de fevereiro de 2014

Cavalidade

Conhecemos UM cavalo ou O cavalo? Conhecemos cada cavalo: um cavalo, dois cavalos, três cavalos, ou conhecemos o cavalo ideal?


O ser humano conhece conceitos, e aqui não importa se nascemos com eles ou se eles são adquiridos com a experiência.
Somente conhecendo UM cavalo não conhecemos CAVALO, precisamos conhecer outro cavalo (semelhante) para abstrairmos o conceito de cavalo (a cavalidade). Somente UM cavalo no mundo é uma coisa estranha.

Disso concluímos algumas coisas, dentre elas: não tomar o todo - a cavalidade (ou a humanidade...) - pela parte (podre) e que cada parte (cada cavalo) é composta de acidentes específicos da CAVALIDADE ideal. Cada parte é uma tentativa não perfeita, não realizável idealmente.

Daí que cada cavalo é contingente e só estamos certos, só temos conhecimento racional humano, conhecimento seguro da cavalidade: da essência.

O objeto de discussão do UM individual não deve ser tratado na esfera do conhecimento e, arriscamos dizer: não deve ser levado tão a sério. 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Comunicação Virtual

Tudo o que é feito pela informática e pela computação é invenção do homem. Qualquer objeto dentro de um sistema de computador é um objeto artificial, referenciado comumente como virtual.

Mas existe algo de real no mundo virtual? Por exemplo: quando as pessoas se comunicam por mídias sociais, o que há aí de real?

A comunicação é artificial/virtual, baseada em bits e bytes. Mas, uma vez que uma mensagem é codificada e decodificada, ela se torna necessariamente artificial?

Então o jornal, o livro e a TV são artificiais, porque a linguagem é codificada em todos esses casos. A codificação é uma meta linguagem que permite a comunicação e que a torna artificial: virtual.

Talvez somente o que se fala e no momento que se fala seja algo real (natural), dentro desse limite de comunicação codificada.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

O outro e o sorrir

A minha (sua, de cada um, nossa) condição de possibilidade de existência pressupõe a existência do outro?
Ou: viveríamos, existiríamos e persistiríamos sozinhos, completamente isolados e independentes de outrem? 

Digo: o fato da racionalidade exige e determina NECESSARIAMENTE o eu dependente de outro. Mas isso é algo que ainda precisamos comprovar.

Por hora, perguntamos: por que quando estamos felizes sorrimos? 

Essa "expressão" é para o outro. E o sorrir também é motivado pelo outro.
Vem DO OUTRO e é PARA O OUTRO.

Podemos concluir que o sorrir não é nosso: é do outro. É uma manifestação corporal e sentimental que começa e termina no outro.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Poeira Social

Existe uma camada entre a gente e o mundo, entre cada homem entre si, entre cada um de nós e o outro, dentro da sociedade.

Nossas relações sociais se dão perpassando essa camada de poeira. Essa camada mistura sensações e percepções que são gerais, além do psicológico de cada um que é modelado pelo meio social e cultural.

O que de nós, de nosso interior, está realmente em nossa comunicação e nas relações? Existe uma essência interna de cada homem que é blindada e inibida por essa camada e nada é certo nas relações sociais.

Existe um remédio que, tomada uma dose, nos permite olhar para o outro e para o mundo de maneira límpida e clara? Existe um remédio para a camada de poeira social?

Ou ela é necessária porque nós somos necessariamente carne e espírito? Carne = existência (social, poeira) e espírito = essência.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Legumes e Verduras

O padrão de consumo atingiu níveis estéticos, mesmo para a alimentação.

Para chegar ao supermercado, o caminho do legume e da verdura é longo e requer uma complexa cadeia de valor: homens e máquinas, natureza e processos, trabalho duro mas emprego, logística e luta.


Comemos com os olhos, não somos mais animais. Somos exigentes e a exigência submete e sobrecarrega a cadeia de valor citada.


Nossa exigência seleciona os alimentos. E os desperdiça.


Queremos conforto, mas precisamos de legumes e verduras. Belos!!!


(estimulado pelo http://www.cnu.org.br/)

sábado, 7 de dezembro de 2013

Possibilidade


A possibilidade reside entre o "deve ser" e o "é" e é o que pode ser. Mas o que pode ser?

conhecendo o que é e pensando no que deve ser o que pode ser é gerado.

Mas temos que ter dois cuidados:


1) Não tomar o que é pelo que deve ser e nem o que deve ser pelo que é.

2) Saber de onde devemos partir: do fato (é) para o valor (deve ser) ou do valor (deve ser) para o fato (é).

Precisamos compatibilizar o mundo em que vivemos com o que entendemos como o mundo ideal ou como mundo idealizado por nós.

Essa possibilidade depende de fatos e de valores.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Estrutura


Existe uma estrutura racional que é comum a todo ser humano.

Por causa dela há consentimento, há acordo.

Se não fosse ela, não haveria progresso, não haveria ciência.

Um fala, todos entendem.
Todos falam, um entende.

Mas até que ponto há vontade nessa estrutura? A estrutura não existe sem vontade.