domingo, 15 de março de 2026

EFEVMO-ME em 11 de março de 2026

Aborda algumas formas e contextos da comunicação e aponta para certa complexidade envolvida no ato de falar, ouvir e entender no cotidiano[i]

Eu falo de várias maneiras e sobre diversos protocolos. Eu falo no trabalho por e-mail visando documentar e importa ser formal e claro. Eu falo por meio de uma apresentação de proposta para um cliente e representando um fornecedor. Ali o sentido importa, tem que fazer sentido e é muito difícil comunicar significados.

Ocorre que, se há ocasião de se apresentar pessoalmente, em um encontro presencial, a semântica vai a reboque da pragmática - o contexto importa. Mas é importante, também, que na reunião os envolvidos compartilhem interesses semelhantes. Cliente parceiro e fornecedor, quando sintonizados e engajados em suas práticas, podem assumir compromissos adequados. 

Eu ouço de várias maneiras. Há um amigo no WhatsApp que pode “somente” me enviar uma figura: ali está tudo, o pacote formal-significativo-contextual. E quando eu comunico, respondendo com um texto? Eu deveria enviar um áudio, “carregado”? Há grande diferença quando eu recebo um texto e quando eu recebo um áudio. Por que o áudio? Preguiça ou pedido de envolvimento?

Há estruturas sensíveis e racionais que vão influenciar minha decisão e empenho. Eu ouço uma música e dou a ela o meu sentido. Não conheço o autor, mas eu remoto dentro de mim o seu sentimento, à minha maneira. Ele comunica um sentimento e isso não quer dizer que ele comunica “o” sentimento dele e nem que eu seja capaz de elaborar o que sinto.

Falar, ouvir, entender. Coisas do dia a dia.



[i] Aplicação de https://bit.ly/efevmo-me-blog e https://bit.ly/efevmo-me-yt. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário