Aborda algumas formas e contextos da comunicação e
aponta para certa complexidade envolvida no ato de falar, ouvir e entender no
cotidiano[i]
Eu falo de várias maneiras e sobre
diversos protocolos. Eu falo no trabalho por e-mail visando documentar e
importa ser formal e claro. Eu falo por meio de uma apresentação de proposta
para um cliente e representando um fornecedor. Ali o sentido importa, tem que
fazer sentido e é muito difícil comunicar significados.
Ocorre que, se há ocasião de se apresentar
pessoalmente, em um encontro presencial, a semântica vai a reboque da
pragmática - o contexto importa. Mas é importante, também, que na reunião os
envolvidos compartilhem interesses semelhantes. Cliente parceiro e fornecedor,
quando sintonizados e engajados em suas práticas, podem assumir compromissos
adequados.
Eu ouço de várias maneiras. Há um amigo no
WhatsApp que pode “somente” me enviar uma figura: ali está tudo, o pacote
formal-significativo-contextual. E quando eu comunico, respondendo com um
texto? Eu deveria enviar um áudio, “carregado”? Há grande diferença quando eu
recebo um texto e quando eu recebo um áudio. Por que o áudio? Preguiça ou
pedido de envolvimento?
Há estruturas sensíveis e racionais que
vão influenciar minha decisão e empenho. Eu ouço uma música e dou a ela o meu
sentido. Não conheço o autor, mas eu remoto dentro de mim o seu sentimento, à
minha maneira. Ele comunica um sentimento e isso não quer dizer que ele
comunica “o” sentimento dele e nem que eu seja capaz de elaborar o que sinto.
Falar, ouvir, entender. Coisas do dia a
dia.
[i] Aplicação de https://bit.ly/efevmo-me-blog e https://bit.ly/efevmo-me-yt.
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